Você é uma empresa de energia solar ou um distribuidor?
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O Brasil bateu mais uma marca histórica. O país alcançou 9 GW de potência operacional da fonte solar, segundo levantamento realizado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

De acordo com a associação, essa energia limpa, renovável e competitiva está sendo gerada em usinas de grande porte, assim como em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos de todo território brasileiro.

“A solar já é a fonte mais barata no Brasil e no mundo. Portanto, quanto mais energia fotovoltaica na matriz mais barata será a conta para todos os brasileiros, refletindo inclusive na redução dos preços dos alimentos e na redução das terríveis bandeiras vermelhas”, disse Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Brasil alcança marca inédita no setor fotovoltaico

A ABSOLAR apontou ainda que o Brasil figura entre os 10 países que mais instalaram energia fotovoltaica em 2020.

Segundo a pesquisa realizada pela entidade, com dados compilados da IEA PVPS (International Energy Agency Photovoltaic Power Systems Programme), o país avançou três posições no ranking mundial de potência adicionada anual, subindo da 12ª para a 9ª posição.

GD deve atingir 84 GW de potência instalada até 2050

“Analisando um cenário de menor custo, sem considerar políticas públicas e incentivos, a expectativa é que até 2050 a capacidade total de GD (geração distribuída) fotovoltaica atinja 84 GW de potência instalada no Brasil”.

Esta é a estimativa de Luiza Demôro, Head of Country Transition Trends na BNEF (BloombergNEF). “Estamos num país que, em geral, tem um histórico muito positivo para investimentos em renováveis e que é muito bem-visto pelos investidores, apesar dos desafios que apresentamos, como o da resolução 482”, comentou.

Por Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Experiência como produtor, repórter e apresentador em diferentes veículos de comunicação: mídia impressa, online e televisiva.

Fonte: www.canalsolar.com.br

A empresa polonesa Saule Technologies inaugurou a primeira fábrica do mundo capaz de produzir painéis solares de perovskita em escala industrial. A perovskita é um mineral de óxido de cálcio e titânio que possui propriedades fotovoltaicas superiores às encontradas nas células de silício convencionais. Ela foi descoberta nos Montes Urais da Rússia por Gustav Rose, em 1839, e seu nome é uma homenagem ao mineralogista russo Lev Perovski.

O método patenteado pela empresa utiliza folhas feitas à base de perovskita produzidas em uma impressora jato de tinta para produzir painéis mais leves, flexíveis e que podem ser fixados em qualquer tipo de superfície, inclusive em ambientes internos, para gerar eletricidade.

Ao contrário dos painéis de silício, que precisam ser fabricados com temperaturas próximas dos 2.700°C, os painéis de perovskita podem ser feitos em temperatura ambiente, reduzindo os custos de produção. "Estamos aumentando a escala, indo do laboratório à linha de produção depois de anos de pesquisa e aperfeiçoamento", diz a fundadora da empresa Olga Malinkiewicz.

Material revolucionário

Estudos feitos por pesquisadores da Universidade Brown, nos EUA, e do Light Institute of Technology (LIT), na Alemanha, mostram que painéis solares feitos com camadas de perovskita podem ser menores, sem perder o desempenho fotovoltaico. Os filmes de perovskita são 400 vezes mais finos do que as películas de silício, podendo ser impressos em folhas maleáveis e de qualquer tamanho.

A perovskita é um material supercondutor, que conduz eletricidade sem nenhuma resistência quando atinge uma temperatura muito baixa, conhecida como temperatura crítica. Ela também possui outras propriedades como ferroeletricidade, ordenação de carga e a interação de propriedades estruturais magnéticas.

Em 2016, a Unicamp foi a primeira instituição a produzir células solares de perovskita no Brasil. Nos estudos feitos no laboratório de química da Universidade, os pesquisadores conseguiram uma eficiência energética de 13%, bem perto dos 15% das células de silício usadas nos painéis solares comuns. Apesar do uso comercial ter se intensificado nos últimos anos com o avanço das pesquisas ao redor do mundo, o material vem sendo estudado pelos cientistas desde 1960 como uma alternativa mais barata que o silício.

Apesar dos benefícios, as células de perovskita possuíam problemas de durabilidade reduzida e instabilidade maior, principalmente quando instaladas em ambientes úmidos. Os pesquisadores parecem ter encontrado uma solução para essas deficiências, utilizando colas moleculares e uma técnica conhecida como cristalização assistida por vapor. Ambas são capazes de minimizar danos como rachaduras na interface e aumentar o tempo de vida útil das células de perovskita.

Primeiras impressões

As folhas de perovskita impressas com o sistema desenvolvido pela Saule Technologies contornam os problemas de durabilidade utilizando nanotecnologia durante os processos de fabricação. Polímeros especiais deixam as películas tão finas quanto uma folha de papel e com resistência suficiente para serem instaladas ao ar livre, podendo ser expostas a qualquer tipo de variação climática.

Impressoras operadas por braços robóticos são capazes de imprimir células solares semitransparentes, leves e do tamanho de uma folha A4. Como podem ser impressas em temperatura ambiente, os custos de produção são consideravelmente mais baixos do que os da fabricação de painéis convencionais.

A fábrica que fica na cidade de Wroclaw, no sul da Polônia, tem uma capacidade de produção de 40 mil metros quadrados de folhas de perovskita por ano. Essas células solares podem ser usadas na construção de prédios inteligentes, na substituição de sistemas antigos que utilizam placas de silício, em dispositivos menores integrados com a Internet das Coisas e em projetos de mobilidade urbana, que precisem de energia limpa e renovável.

Por Gustavo Minari

Fonte: https://canaltech.com.br/inovacao

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil entrou na lista dos dez países que mais instalaram sistemas de energia solar no mundo em 2020, mesmo com impactos da pandemia de Covid-10 sobre o mercado do setor, mostraram nesta segunda-feira dados da Agência Internacional de Energia (IEA) compilados pela Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar).

O maior país da América Latina registrou 3,15 gigawatts (GW) em novos empreendimentos de geração solar ao longo do ano passado, e alcançou com isso a nona colocação do ranking global, liderado por China, Estados Unidos, Vietnã, Japão e Alemanha. O desempenho, que levou o Brasil a superar a Holanda, foi o melhor já atingido pelo país, que havia entrado no seleto "top 10" do setor antes apenas em 2017, quando ficou na 10ª colocação. Em 2019, o país esteve em 12° lugar.

Questionada sobre projeções para 2021, a Absolar não quis fazer uma estimativa específica, mas disse que "a expectativa é de subir no ranking", dado o momento aquecido da indústria solar no país. A entidade calculou que o setor solar movimentou cerca de 15,9 bilhões de reais em investimentos locais em 2020, enquanto para este ano as projeções apontam para aportes ainda maiores, estimados em 22,6 bilhões de reais.

Os fortes números vieram mesmo com o setor também sofrendo efeitos negativos da pandemia global de Covid-19, que teve o Brasil como um dos países mais atingidos. As importações de equipamentos solares por empresas no Brasil despencaram a partir de abril, sob impacto de medidas de isolamento decretadas por prefeituras e governos para tentar conter a disseminação do vírus, mas voltaram a crescer no segundo semestre.

DETALHES

Segundo a Absolar, cerca de 80% das instalações fotovoltaicas no Brasil em 2020 foram de sistemas menores, conhecidos como geração distribuída, que geralmente envolvem placas solares em telhados para atendimento à demanda de consumidores residenciais ou empresas. Também chamadas pela sigla "GD", essas instalações somaram 2,5 GW em capacidade no país no ano passado, contra quase 617 megawatts de usinas de geração centralizada, de maior porte.

Neste ano, somados esses dois mercados, a expansão de capacidade poderia atingir 4,9 gigawatts, quase 56% superior à vista em 2020, segundo projeções da Absolar. O crescimento deverá ser novamente puxado pelas instalações de geração distribuída, com aumento de 3,9 GW, enquanto grandes usinas somariam 1,1 GW.

Apesar do ritmo de expansão acelerado, a fonte ainda tem participação pequena na matriz elétrica do Brasil— usinas solares de grande porte respondem por menos de 2% da capacidade instalada atual, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mas a tecnologia tem avançado rapidamente nos últimos anos, principalmente com impulso dos sistemas de geração distribuída, que foram em 2020 os com maior crescimento entre todas fontes de energia no Brasil em 2020.

A Agência Internacional de Energia disse em outubro passado que a energia solar deve comandar uma disparada na geração renovável prevista para a próxima década no mundo, confirmando-se como "nova rainha" dos mercados globais de eletricidade.

Imagem: Rafael Kotchetkoff Carneiro

Fonte: https://economia.uol.com.br/

A TIM anunciou nesta semana o lançamento de um projeto ambicioso que tem como objetivo levar a cobertura de internet 4G para todos os municípios brasileiros até 2023, incluindo rodovias e distritos. Para isso, serão utilizadas estruturas simplificadas, que contam com alimentação de rede via painéis solares.

Batizada de “SkyCoverage”, a iniciativa valoriza ações sustentáveis, como o uso de energia de matriz renovável, para levar a rede de quarta geração para áreas que não possuem sinal de internet ou telefone. Atualmente, a empresa oferece o serviço de rede móvel para 4.121 das 5.570 cidades que compõem o território nacional.

Em comunicado feito à imprensa, a empresa destacou que já começou a instalar algumas antenas em pontos remotos do Brasil no início deste ano e que está priorizando as soluções off-grid, ou seja, aquelas que não dependem de rede elétrica para funcionamento.

“Cada site do projeto tem sua própria geração de energia solar com painéis fotovoltaicos e utiliza ainda baterias de lítio, que garantem autonomia completa e mais capacidade para ciclos de carga e descarga, resultando em maior vida útil do equipamento. Dessa forma, a operadora garante uma maior cobertura 4G com infraestrutura simplificada, de baixo impacto ambiental e menor custo”, informa a Tim.

Em fevereiro deste ano, os dois primeiros sistemas off-grid foram instalados e ativados em São Paulo. O primeiro, em Presidente Bernardes, fornece cobertura para parte da Rodovia Castelo Branco (BR-374), no trecho entre as cidades de Presidente Prudente e Presidente Venceslau. Já o segundo, em General Salgado, a 80 quilômetros de Araçatuba, atende a Rodovia Doutor Elyeser Magalhães (SP-463).

Além deles, outros sistemas também estão em fase de implementação em demais estados brasileiros. “Ao levar a cobertura 4G para áreas mais distantes em apenas dois anos, estamos não só ajudando o Brasil na questão da inclusão digital, como ativando o potencial econômico e social dessas regiões, seja para o aumento da produtividade ou para incentivar a educação”, disse Leonardo Capdeville, diretor técnico da empresa no Brasil.

Por Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas, com experiência em reportagem diária e produção de conteúdo em mídias: impressa, online, rádio e televisiva.

Fonte: www.canalsolar.com.br

A Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais realizará gratuitamente a segunda capacitação para gestores municipais do projeto estratégico Sol de Minas, nos próximos dias 20 e 21 de junho.

Um dos objetivos específicos do projeto é a capacitação de gestores municipais mineiros no setor de energia solar fotovoltaica, com o objetivo de ajudar os municípios a melhorarem os seus ambientes de negócios e atraírem empresas interessadas em utilizar a energia solar.

O evento será uma oportunidade que os profissionais da área terão para trocar experiências sobre o setor fotovoltaico, já que a capacitação contará com palestras de órgãos que são referência no assunto, como a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) a FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente) e a INDI (Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais).

O evento também contará com palestras do Banco do Nordeste e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) sobre financiamentos. Entre as apresentações será disponibilizado um espaço para dúvidas e questionamentos. O evento está com as inscrições abertas e os interessados da administração pública dos municípios têm até o dia 17 de junho para confirmar a participação neste link.

De acordo com dados da Aneel, o estado de Minas Gerais corresponde hoje a 18% de toda a energia solar fotovoltaica brasileira gerada na modalidade GD (geração distribuída). Atualmente, 843 dos seus 853 municípios (98,82%) possuem módulos solares em operação. Além disso, considerando empreendimentos em operação de Geração Centralizada (GC) e Geração Distribuída (GD), o estado de Minas é líder no país, com cerca de 1.530 MW de potência instalada.

Por Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas, com experiência em reportagem diária e produção de conteúdo em mídias: impressa, online, rádio e televisiva.

Fonte: https://canalsolar.com.br

Já está em teste a primeira balsa-fábrica do mundo abastecida por meio da energia solar. É também o maior projeto de armazenamento de energia com baterias B-Box do mundo. O investimento total do projeto é de aproximadamente R$ 20 milhões.

Os testes de funcionamento, iniciados em abril, devem seguir até setembro deste ano. Ao final deste período, a embarcação terá a capacidade para processar 20 toneladas de frutos e 12 toneladas de polpa congelada de açaí por dia, além de armazenar 300 toneladas em sua câmara frigorífica.

A balsa-fábrica foi desenvolvida pelas empresas Transportes Bertolini e Valmont Solar. A embarcação navegará pelas calhas dos rios Solimões, Japurá, Juruá, Purus e Madeira, na região Norte do Brasil.

“O projeto é extremamente complexo. É uma indústria inteiramente construída sobre uma balsa, totalmente off-grid, baseada na energia solar gerada em painéis e no seu armazenamento em baterias. É um projeto pioneiro no país”, salientou Fábio Yanagui, presidente da Valmont Solar Solutions.

Fábio Gobeth, assistente da presidência da Bertolini, destacou que ao optar pela energia solar, buscar por uma empresa para desenvolver um projeto tão complexo, não foi fácil. “A nossa pesquisa revelou que a Valmont é a única empresa nacional com o know-how para empreender um projeto tão único”, afirmou.

Durante o desenvolvimento do projeto, a equipe especializada encontrou diversos desafios técnicos. Entre eles, como deveria ser realizada a captação e utilização da energia, o fornecimento de água limpa para a linha de produção e o descarte sustentável dos rejeitos da fábrica.

Ao fim dos estudos, foi delineado um projeto híbrido de captação, conversão e armazenamento de energia marcado pela sustentabilidade que ajudará na preservação da floresta amazônica.

Para se manter em funcionamento, a embarcação conta com 675 painéis solares JA Solar 390 W que cobrem a estrutura de 2 mil metros quadrados. Os inversores fotovoltaicos e o comissionamento do projeto ficaram a cargo da SMA. Ao total, são quatro Core1 e 24 Sunny Island.

“Nossas soluções inovadoras para cada tipo de aplicação fotovoltaica oferecem, às pessoas e empresas de todo o mundo, maior independência no atendimento de suas necessidades de energia. E, com a colaboração de nossos parceiros e clientes, somos parte deste projeto tão grandioso que já é um divisor de águas na utilização e aplicabilidade da energia solar para a indústria no Brasil e no mundo”, enfatizou Mayara Barreto, gerente de Marketing da SMA no Brasil.

As baterias utilizadas para armazenar a energia gerada foram projetadas e desenvolvidas pela BYD. O modelo indicado pela empresa foi a B-Box Pro 13,8 kWh, ideal para sistemas off-grid.

Neste projeto, estão sendo utilizadas 64 unidades B-Box, com uma capacidade total de 883 kWh de armazenamento, o que o torna o maior projeto off-grid com baterias BYD B-Box no mundo.

“O projeto da balsa realizado em parceria com as empresas Valmont e Bertolini é uma conquista mundial inédita para o setor fotovoltaico e de armazenamento, já que se trata do maior projeto da BYD com baterias de lítio b-box off-grid do mundo”, comentou Marcelo Taborda, Gerente de Vendas da BYD.

Parte da energia gerada pelos painéis solares é utilizada para alimentar toda a fábrica e o restante, somado à energia produzida por geradores a diesel, é armazenado em baterias para uso posterior.

A unidade conta com a sua própria ETE (Estação de Tratamento de Efluentes), com capacidade para tratar 15 mil litros de rejeito por hora. A água devolvida ao rio é de maior qualidade do que aquela captada para utilização na fábrica.

Impacto positivo na geração de emprego e renda

A estimativa é que a balsa-fábrica contribua para o aumento da renda das comunidades ribeirinhas em até 300%, alcançando cerca de R$ 5 milhões anuais.

Com a criação de 50 empregos diretos, a Bertolini também irá comprar o açaí diretamente de fornecedores inseridos nestas comunidades, eliminando a necessidade de um atravessador, o que deve contribuir para aumento na renda dos trabalhadores locais.

“Desde o começo, a BYD participa desse projeto da Balsa-Açaí. Quando ficamos sabendo de toda a sustentabilidade que envolvia a produção dessa indústria flutuante, que navegará pelos principais rios que cortam o estado amazonense, acreditamos no seu potencial. Estamos satisfeitos em fazer parte dessa solução, que contribui com a preservação da floresta e com a geração de renda para os moradores locais”, afirmou Adalberto Maluf, Diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD.

Por Ericka Araújo
Diretora de jornalismo do Canal Solar. Formada pela PUC-Campinas, com experiência em reportagem diária, produção de conteúdo, edição e roteirização de podcasts.

Fonte: https://canalsolar.com.br/

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação a revogação da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços sobre a energia solar em Mato Grosso.

A cobrança acontece desde março e tem gerado uma arrecadação do estado na ordem de R$ 3 milhões, de acordo com o deputado estadual Faissal Kalil.

"O governo estadual e a Energisa estão segurando no artigo final da lei, e começaram a taxar e energia fotovoltaica. Todos os parlamentares são contra, por isso a revogação foi aprovada em unanimidade. O artigo é claro e diz que ficam isentos do ICMS as operações que são realizadas de energia elétrica sobre sistema de compensação, que é a energia fotovoltaica", afirma.

A cobrança de imposto estadual relativa à energia solar fotovoltaica foi vetada no texto do projeto de lei que redefiniu uma série de incentivos fiscais em 2019.

O texto ainda deve seguir para a segunda votação.

Fonte: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2021

“O armazenamento de energia vem para impulsionar as renováveis” e “o armazenamento tem que estar na pauta do empreendedor”.

Estas são algumas das afirmações de especialistas do setor, que enxergam nessa tecnologia uma oportunidade de investimento com condições de retorno interessantes para os consumidores.

Segundo Markus Vlasits, diretor da NewCharge Projetos e coordenador do GT (grupo de trabalho) de armazenamento da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o mercado brasileiro de armazenamento está crescendo e poderá atingir uma capacidade instalada de 18 GWh e um faturamento cumulativo de mais de R$ 40 bilhões até 2030.

No entanto, segundo ele, ainda existem medidas que precisam ser adotadas para esse mercado decolar no país. Para o executivo, são três grandes áreas onde o Brasil precisa de aprimoramento: regulamentação, normas técnicas e tributação.

Regulamentação

Para falar sobre este tema é bom lembrar que temos três áreas de aplicação:

Os chamados sistemas de armazenamento ‘atrás do medidor’, que são os de pequeno e médio portes instalados por consumidores individuais e cuja principal funcionalidade é reduzir custos e melhorar a qualidade no fornecimento de energia;

Sistemas ‘à frente do medidor’, que são os de grande porte que prestam serviços para grandes plantas geradoras ou para a rede elétrica. Um exemplo desta aplicação seria um banco de baterias instalado em um ponto da rede com excesso crônico de demanda. “Em muitos casos seria mais barato colocar um banco de baterias em vez de puxar uma nova linha de transmissão”, diz Vlasits;

Sistemas off-grid, que operam fora da rede elétrica.

“Evidentemente, cada uma dessas aplicações requer propostas regulatórias específicas. Para sistemas atrás do medidor precisamos do aprimoramento do PRODIST [procedimentos de distribuição de energia elétrica no sistema elétrico nacional] e da Resolução Normativa 482 [da ANEEL], no sentido de permitir a operação de sistemas de armazenamento conectados à rede. Hoje existe regulamentação específica para geradores a diesel, mas não tem para armazenamento com baterias”, explicou.

Com relação à regulamentação para sistemas em ‘à frente do medidor’, o especialista comentou ser necessário quantificar o benefício que um sistema poderá trazer para a rede elétrica, quantificar uma remuneração justa para o proprietário e em seguida definir um mecanismo eficiente para a contratação desses serviços de armazenamento à frente do medidor, como leilões específicos, por exemplo.

Já no caso do off-grid, uma ferramenta importante, de acordo com o mesmo, será a inclusão de sistemas de armazenamento e/ou híbridos em leilões de sistemas isolados. “Isto já está sendo contemplado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), mas a meu ver ainda tem pontos que não estão suficientemente esclarecidos”.

O mercado brasileiro de armazenamento poderá atingir uma capacidade instalada de 18 GWh até 2030

Normas técnicas

Atualmente a portaria 004/2011 do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) é o principal documento que estabelece normas técnicas para sistemas fotovoltaicos e de armazenamento estacionário.

Entretanto, para baterias esta norma apenas contempla duas tecnologias: chumbo-ácido e níquel-cádmio. “Não tem nada para o lítio ou para outras tecnologias eletroquímicas e para outras formas, tais como células de combustível. Vale a pena lembrar que esta portaria é de 2011. Isto por um lado facilita a vida, mas por outro lado também representa um risco. Seria bom termos normas técnicas bem feitas, desde que os requisitos façam sentido e os trâmites burocráticos sejam fáceis”, apontou o diretor da NewCharge Projetos.

“É um tema que me preocupa bastante, porque para componentes fotovoltaicos observamos que os requisitos técnicos do INMETRO são bastante frouxos, porém a complexidade burocrática para a obtenção e renovação dos registros é enorme e gera ônus e dor de cabeça muito grande para fabricantes e distribuidores. Meu medo é que esta história possa se repetir para baterias e sistemas de armazenamento como um todo”, ressaltou.

Tributação

Em maio do ano passado, a Receita Federal determinou que sistemas de armazenamento deveriam ser enquadrados nos mesmos códigos de NCM (nomenclatura comum do Mercosul) dos acumuladores (células e baterias) que eles usam.

O problema com isso, de acordo com Vlasits, é que a carga tributária desses códigos é extremamente elevada. “No caso de baterias de lítio é de mais de 80%, ou seja, uma tecnologia capaz de modernizar o setor elétrico e reduzir as emissões de CO2 na geração de energia é tributada como se fosse bebida alcoólica, carro importado ou arma. Realmente não faz sentido”, concluiu.

Mais análises

Marcelo Taborda, gerente comercial e responsável pela área de energia solar e baterias da BYD, também analisou as medidas que precisam ser adotadas para o crescimento exponencial do mercado de armazenamento que, segundo ele, é um dos principais pilares quando se fala em eficiência energética.

“Por este motivo o setor necessita de políticas públicas e incentivos fiscais visando o crescimento, além de acelerar o processo de regulamentação dos sistemas híbridos junto à ANEEL, criando também as normas brasileiras específicas para a certificação de baterias, inversores híbridos e ESS (energy storage systems)”, apontou.

Por Mateus Badra

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Experiência como produtor, repórter e apresentador em diferentes veículos de comunicação: mídia impressa, online e televisiva.

Fonte: https://canalsolar.com.br/

O PL 5829 (Projeto de Lei n.º 5829/2019) deve ser votado nesta terça-feira, a partir das 15h, em sessão extraordinária na Câmara dos Deputados. A agenda da pauta da sessão foi divulgada no começo da tarde desta segunda-feira (19).

A proposta, que visa a criação do Marco Legal da GD (geração distribuída), é de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) e tem como relator o deputado Lafayette Andrada (Republicanos/MG).

Para Hewerton Martins, o momento é de união do setor em prol da aprovação da proposta. “A votação será em Plenário e será feita pelos líderes de bancada e líderes de partido. Então, temos uma missão muito importante, de nos mobilizarmos fazendo posts nas redes sociais dos líderes. Nós, da sociedade civil organizada, podemos influenciar para que amanhã não saia da pauta novamente a votação. Então, para que isso aconteça, poste agora”, convocou.

O texto substitutivo apresentado por Lafayette tem motivado diversos debates sobre o tema, com a realização de webinários e pesquisas. Segundo nota divulgada pela assessoria do parlamentar no começo de abril, há uma grande pressão para que a votação da proposta ocorra. Na avaliação de Lafayette, a aprovação do texto vai “democratizar o uso da energia solar no país”. Além disso, Lafayette destacou, durante o webinário realizado pelo Canal Solar, que o texto é equilibrado e remunera as distribuidoras.

Vale lembrar que o PL já havia sido pautado antes em plenário, mas acabou sendo retirado de pauta por causa da pandemia de Covid-19. Segundo o relator da proposta, é preciso aprovar a regulamentação para a GD pois ainda “falta uma legislação específica” para o setor.

O texto substitutivo do relator Lafayette tem sido avaliado positivamente por associações e profissionais do setor de GD. A proposta é vista com otimismo e a expectativa é que ela resolva o impasse da falta de uma legislação para o segmento de geração distribuída.

Leia também: Profissionais recebem com otimismo o novo texto-base do PL 5829

Visando aprimorar o texto apresentado por Lafayette, deputados têm apresentado emendas para serem discutidas durante a votação do PL 5829/19. Entre estas emendas estão a que estabelece a penetração de 10% de GD em geração de energia elétrica na matriz antes de qualquer mudança nas normas e a que pode viabilizar inserção da energia solar nas favelas.

Por Ericka Araújo

Diretora de jornalismo do Canal Solar. Formada pela PUC-Campinas, com experiência em reportagem diária, produção de conteúdo, edição e roteirização de podcasts.

Fonte: https://canalsolar.com.br/

Com o crescimento da GD (geração distribuída) de energia elétrica no Brasil, modalidade na qual a fonte solar fotovoltaica é, sem dúvidas, a mais expressiva, vem ocorrendo um movimento cada vez mais intenso por parte de entidades ligadas ao setor elétrico de questionar os benefícios que o setor pode trazer para os consumidores.

Uma das afirmações divulgadas pelas entidades é a de que a geração distribuída, principalmente a solar fotovoltaica, beneficia apenas grandes consumidores, em sua maior parte empresas.

Para esclarecer melhor essa questão, a reportagem do Canal Solar conversou com o economista Ricardo Buratini, coordenador do Núcleo de Estudos em Economia e Energia da FACAMP (Faculdades de Campinas).

De acordo com o especialista, a afirmação de que a geração distribuída solar só beneficia grandes corporações não procede. “Ela beneficia também o pequeno produtor, os comerciantes e todos aqueles consumidores e empreendedores que têm a consciência de que a energia renovável é boa para o país e uma ótima opção para a redução de custos ao longo do tempo”, explicou.

Segundo Buratini, tanto a fonte solar como a eólica beneficiam as entidades do setor elétrico brasileiro. “Por causa de questões climáticas e de um mau planejamento recente, não temos mais muita água nos reservatórios, seja porque está chovendo menos ou porque não pudemos construir mais usinas hidráulicas. As energias renováveis alternativas [solar e eólica], nesse sentido, ajudam bastante nesse momento em que o nosso tradicional modelo hidrotérmico [formado por usinas hidrelétricas e termelétricas] está em crise pela incapacidade de guardar água”, disse.

Questionado sobre a importância dos investimentos pulverizados (consumidores de baixa tensão) e sobre o quanto isso contribui para a economia nacional, Buratini citou um levantamento divulgado em janeiro deste ano pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

O documento aponta que a soma dos novos investimentos privados em GD e GC (geração centralizada) poderão ultrapassar a marca de R$ 22,6 bilhões em 2021. Segundo Buratini, tratam-se de números “bastante significativos, ainda mais num momento em que a economia brasileira sofre uma tendência de recessão em função da pandemia”, comentou.

Leia também: ABSOLAR projeta investimento de R$ 22,6 bilhões no setor solar em 2021

Por causa disso, o economista defende que ocorram mais investimentos pulverizados para o crescimento da GD solar no Brasil. Segundo ele, além dos benefícios proporcionados, a fonte fotovoltaica se tornou uma importante ferramenta para a geração de empregos e para o desenvolvimento de tecnologias e novos modelos de negócios.

“Ela poderia ser melhor aproveitada se houvesse um projeto de desenvolvimento setorial bem articulado. Seria necessário um envolvimento coletivo de empreendedores e de políticas públicas adequadas, além de crédito para a compra de equipamentos e desenvolvimento de novas competências (…) Enfim, é preciso pensar a longo prazo, pois melhorariam bastante as perspectivas para a economia brasileira”, ressaltou.

Por Henrique Hein

Jornalista graduado pela PUC-Campinas, com experiência em reportagem diária e produção de conteúdo em mídias: impressa, online, rádio e televisiva.

Fonte: https://canalsolar.com.br/

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